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20 de setembro de 2015

Corrida

Avaliação da potência aeróbia – parte 2

Este post é uma continuação do que coloquei aqui há algum tempo. Vamos lá! É pelo teste de esforço que você pode saber até que ponto os sistemas conseguem responder bem à função – e, mais ainda, pode saber também como tais sistemas estão respondendo a um determinado nível de estresse físico no decorrer do exercício. Os diferentes testes ergométricos apresentam características distintas, podendo variar de um sistema simples a equipamentos com elevado grau de sofisticação tecnológica.

O teste ergométrico vai responder algumas questões: qual a capacidade de realizar um esforço, qual é a requisição metabólica para um determinado nível de esforço, se há alguma anormalidade na relação ventilação-perfusão, se há algum defeito na utilização de O2 pelos músculos…

Para realizar a medida do VO2 máximo, vários protocolos foram desenvolvidos, podendo ser de pista ou laboratoriais, máximos ou submáximos e ainda diretos ou indiretos. Os cientistas da área de fisiologia do exercício e médicos utilizam provas de esforço para avaliar objetivamente o VO2 máximo. Durante a execução dos testes, devem estar atentos não só à qualidade, mas também à facilidade de execução dos mesmos.

Existem várias categorias de ergômetros, muitas utilizadas somente para fins de performance em treinamento desportivo. Os três tipos de ergômetros mais utilizados são o banco, a bicicleta e a esteira. O ergômetro de banco pode ser constituído de um, dois ou mais degraus e a altura do degrau vai variar conforme o protocolo. Suas vantagens: não depende de luz elétrica, baixo custo, facilidade de transporte, é indicado para estudos de grandes populações. Suas desvantagens: difícil monitoramento da PA, contra-indicado para indivíduos obesos devido à ação dos microtraumatismos, a altura do banco em alguns protocolos para o público feminino pode induzir a um fator antropométrico limitante.

Na esteira, existem duas variáveis de sobrecarga: a velocidade (observa-se uma velocidade mínima de 1,6 Km/h e máxima de 20 Km/h em algumas esteiras) e o ângulo de inclinação (pode variar de zero a 24%). O tapete da esteira deve ter no mínimo 127 cm de comprimento e 40,64 cm de largura. Além disso, ela deve ser capaz de suportar diferentes pesos corpóreos (até 157,5 Kg) e recomenda-se a presença de apoios frontais e laterais. Suas vantagens: usa um tipo comum de exercício, utiliza uma massa muscular maior e causa menor estresse ao sistema cardiovascular. Suas desvantagens: custo alto na aquisição e manutenção, maior dificuldade de registro de ECG e PA, dificuldade de transporte e o peso corporal interfere no trabalho físico realizado. Os resultados de VO2 máx. alcançado na esteira são, em media, 18% maiores que no ciclo-ergômetro .

Para cada atividade existem determinados testes e de variadas formas, o que nos permite realizar uma adequada seleção para aplicação, dependendo dos objetivos que foram traçados para os grupos. Existem três formas de submissão do sistema cardiovascular ao estresse: os testes isométricos, os dinâmicos e a combinação destes. Os testes dinâmicos impõem uma atividade muscular rítmica, motivo pelo qual esse tipo de teste é mais utilizado.

Os protocolos laboratoriais dinâmicos podem ser divididos em testes em que se utilizam múltiplos estágios com cargas progressivas e testes de steady-state. Os testes em que os indivíduos são levados ao steady-state são utilizados para acessar a função cardiopulmonar sob condições de demanda metabólica constante. Skinner (1991) propõe cinco requisitos destinados aos testes para medir o VO2 máximo:
1.O trabalho deve envolver grandes grupos musculares;
2.O trabalho deve ser mensurável e reproduzível;
3.As condições do teste devem ser comparáveis e reproduzíveis;
4.O teste deve ser tolerável pelos indivíduos a ele submetidos;
5.A eficiência mecânica necessária para a execução da tarefa deve ser a mais uniforme possível dentre a população testada.

Os testes podem ser: diretos (quando o consumo de oxigênio é analisado por um analisador de gases respiratórios) e indiretos (o consumo de oxigênio é calculado a partir da FC, distância percorrida e carga e o resultado obtido por meio de uma equação de regressão ou por normogramas).

Os testes podem ser classificados em máximos e submáximos. Os máximos são aqueles em que os indivíduos são induzidos a esforços, de forma que alcance o seu maior nível de metabolismo, fazendo com que o esforço seja realizado acima de 90% da sua FC maxima. Os submáximos são aqueles em que os indivíduos atuam com esforços entre 75% e 90% da sua FC máxima.

Encontra-se grande dificuldade na reprodutibilidade dos resultados obtidos em um teste máximo. Em contrapartida, os submáximos são mais facilmente reprodutíveis, posto que os determinantes do término do teste são um ponto fixo como a carga, FC ou PA. O testes de esforço máximo são clinicamente mais úteis para diagnóstico de DAC em indivíduos assintomáticos.

Método direto
Para medir o VO2 máx. pelo método direto, são necessários instrumentos especializados e de alto custo, com os quais pode-se medir com precisão a concentração de gases inspirados durante os exercícios. Com isso, obtém-se a medida de oxigênio consumido e do CO2 produzido durante o exercício. Tais equipamentos, conhecidos como analisadores de gases, permitem a realização de estudos mais aprofundados e uma adequada exploração dos resultados obtidos.

A análise das trocas gasosas durante um teste de esforço, conhecida como calorimetria indireta ou ergoespirometria, consiste em um meio não invasivo de obtenção das grandezas respiratória como ventilação, volume corrente (VT), freqüência respiratória (FR), captação de O2 , eliminação de CO2, taxa de troca respiratória (R), equivalente ventilatório de O2 e o equivalente ventilatório de CO2.

Método indireto
Utilizam-se um ou mais parâmetros que não seja a coleta direta de gases para estimar o VO2 máx. Geralmente, esses parâmetros são FC, distância percorrida e tempo ou carga de trabalho – então, são aplicados em modelos matemáticos.

Bom treino – ou melhor, bom teste!

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